quinta-feira, agosto 23, 2007

re-decorating

De volta.

Das férias, do mar, do sol, dos dias de tudo fazer ao ritmo da vontade.

Com vontade de pintar a casa, de mudar, como fiz ao cabelo.

sexta-feira, agosto 03, 2007

's about time




Durante as próximas duas semanas encontramo-nos junto à última rocha, na água, ou na toalha vermelha, ao sol, de livro nas mãos.


Boas férias!

segunda-feira, julho 09, 2007

the day after

Apesar do cansaço, vale sempre a pena.
Um dia queria que fosse minha a casa que se enche de pessoas, sorrisos e conversas.

quinta-feira, julho 05, 2007


Ainda cá estou, fechada no meio dos papéis, quadros, números, conflitos, mas, de vez em quando, venho espreitar o mundo, muito a medo.

terça-feira, junho 26, 2007

antecipation

A menos de um mês de uma importante deadline, este ano não posso sofrer por antecipação, pelas noitadas, pelo stress, para meu bem.

books

Encontrei em NY uma corrente interessante, que já me deu boas sugestões de leituras para os próximos tempos. Junto aqui os meus livros em trânsito:

Terceiro livro de crónicas - António Lobo Antunes
Memórias de uma gueixa - Arthur Golden
Harry Potter and the order of the Phoenix - J. K. Rowling

e os mais recentemente arrumados na prateleira.

Cemitério de Pianos - José Luís Peixoto
Kafka à beira mar - Haruki Murakami

A corrente continua aberta a todos os que por cá passarem.

almost done

Ontem a satisfação de mais uma parte do dever cumprido. Agora só falta mais um conjunto de 10 a 15 páginas para estar de férias de noites e fins de semana. Curiosamente, esta recta final está a custar-me mais que o ano inteiro, falta a vontade, a imaginação, e a preguiça instala-se com muita facilidade.

segunda-feira, junho 25, 2007

reading

Por estes dias o herói do meu livro anda com a mania da perseguição, sente-se observado e, nos seus olhos, parece-lhe que todos falam dele, sobre ele, o apontam e mudam de assunto quando ele se aproxima. Sente-se injustiçado e descarrega nos que lhe estão mais próximos, que o apoiam incondicionalmente, mas que ele desvaloriza, desconfia, acusa e magoa.

humpf

Há dias em que o despertador deveria ser proibido de tocar.

sexta-feira, junho 22, 2007

hug




Apresento-te os Mutts, com um abraço.

real women



"Beauty is in the eye of the beholder and it may be necessary from time to time to give a stupid or misinformed beholder a black eye."
[Miss Piggy]

Campanha DOVE por beleza real

segunda-feira, junho 18, 2007

time out

Leio numa revista um artigo sobre gestão de tempo, em que mulheres conseguem conciliar a vida profissional com a vida familiar, os filhos, o ginásio, o cabeleireiro e manicure e até mesmo massagens.

Se alguém souber onde se arranja um emprego assim, eu também quero!

must read

"[Ele] – Ajuda-me. Mas afinal o que raio é que as mulheres querem? Assim, em concreto?
[Ela] – As mulheres querem ser adivinhadas. Eu, pelos menos, quero não ter de explicar.
[Ele] – Mas é impossível adivinhar-vos. Não só não se explicam, como mudam de opinião e vontade a toda a hora.
[Ela] – Mas é isso mesmo. Queremos alguém que nos adivinhe a toda a hora. Se fosse tão simples como seguir uma ficha técnica não precisávamos de relações humanas. Limitávamo-nos a contratar empresas de logística, não te parece?"

[Laura Abreu Cravo, Mel com cicuta]

domingo, junho 17, 2007

nhammmmmm


Delicioso, delicioso, viciante este fondant de chocolate.
E saber que apenas tem 77 calorias torna-o ainda mais irresistível.
De que estão à espera para experimentar????
Depois não digam que eu não avisei....

sexta-feira, junho 15, 2007

weekend planner



Antes deste dia acabar, recordo o adormecer e o acordar.

Por vezes custa menos um pouco, o sorriso abre-se e o dia começa mais feliz.

Dá vontade de não sair da cama, de enrolar os sorrisos nos lençóis, sentir o calor e por lá ficar.

Como se fosse fim de semana.

duty calls

Chego a casa e instalo-me. Abro os livros e preparo-me para começar. Lembro-me de consultar um mail e fazer umas pesquisas.
Perco-me.
Alimento o bichinho da escrito e preparo-me, agora, para começar.
Mais uma vez.

visual dna

good hair day


Por agora voltaram os caracóis, o desalinho, a rebeldia nos cabelos.
As tesouras ficaram guardadas até depois do Verão.

quinta-feira, junho 14, 2007

bad hair day

Ando cansada do meu cabelo.
Está tão comprido que não me lembro já de o ter assim tão pousado nos ombros, capaz de satisfazer-me caprichos de rabos de cavalo.
As ideias essas não estão de feição: a moda da franja que invadiu os penteados não me conquista, a sugestão de ondas não me fascina, o corte colorido provavelmente viria mais de encontro ao meu ideal.
Ajuda de especialista, precisa-se.

quarta-feira, junho 13, 2007

lovely present


Os candeeiros de sal-gema são feitos de cristais de sal e têm efeitos:
- anti-stress
- harmonizadores do ambiente
- relaxa e acalma os nervos
- melhora o ambiente
- quebra qualquer vibração negativa
Sendo um produto natural, aumentam a qualidade de vida. Parecido com a brisa do mar, o sal gema melhora o ambiente de forma suave.

E eu tenho um cá em casa. Lindo, não é?
Obrigada, S..

@ cinema



Não sendo espectacular, é um bom entretenimento este terceiro da saga de Danny Ocean e os seus 10 companheiros.

Vegas continua fantástica, Clooney e Pitt estão mais maduros, e a Ellen Barkin, a meu ver, não está à altura das companheiras femininas dos dois filmes anteriores.

Mais uma vez o mundo do jogo, a vingança, a amizade e os pequenos contratempos fazem deste um grande golpe, um golpe de cinco diamantes.

Enquanto não forem ao cinema consolem os olhinhos com a visita à galeria fotográfica.

Só não sei porquê 13 desta vez?!

domingo, junho 10, 2007

temaki



Deliciosa esta nova experiência!

d

dia após dia adormecemos e acordamos
ouvimos, falamos, amamos e acarinhamos
imagino mais dias
saudade dos dias que passam e dos que ainda estão para vir

@ cinema


Desta vez com direito a pipocas, vimos o excelente Zodíaco, com um actor de quem cada vez gosto mais, num thriller inteligente, empolgante e totalmente imprevisível.

Reconheço que não percebi muito bem o final, por entre amostras de caligrafia e o passar dos anos.

@ indoor cinema




Não foi já neste fim de semana que vimos estes bons rapazes, o delicioso De Niro, a loucura do dedo nervoso no gatilho, os anos dourados da mafia e das famílias, a descoberta das drogas, o dvd de 2 lados.
Será que nos faltou mesmo uma parte do filme?







Passamos dos anos dourados para uns cinzentos e escuros anos futuristas, com humanos e replicants, com um caçador e 4 (?) fugitivos. Uma história de ódio, de amor, de vontade de viver. Gostei bastante deste mundo do século XXI que afinal se passa já em 2019. Será que em pouco mais de 12 anos estaremos num mundo assim?






Por último perdemo-nos na auto-estrada, o coração em sobressalto, as imagens e a luz que despertam emoções, as trocas de identidades, a banda sonora elogiada, o mundo da música, filmes, crime e carros baralhados e unidos por uma personagem com ar de joker.

terça-feira, junho 05, 2007

busy bee



Sinto-me uma abelhinha, aqui em volta dos papeis, dos telefones, a despachar arquivo e assuntos até aqui pendentes.

Apesar de tudo, está a correr bem e estou a conseguir limpar a secretária e a caixa de correio aos poucos.

Parece-me que vamos ter mel!!!!

segunda-feira, junho 04, 2007

non-stop


Por uma ou por outra razão ainda não foi este ano que por lá passamos.
Este ano, como no ano passado, pensamos em ir e chegamos mesmo a ver o cartaz. Depois nos dias, a inércia, a preguiça e a perspectiva da confusão levaram-nos para paragens mais calmas, com menos horas, menos actividades e menos cultura, mas mais calmas. Este ano, também, mais uma vez, fica a intenção de por lá passar no ano que vem.
Para um fim de semana destes fica a certeza da visita à exposição corrente, do passeio nos jardins, do bolo de chocolate ao lanche ou à sobremesa.

domingo, junho 03, 2007

tennis



Uma tarde de aprendizagem de sets, aces, game points, match points, etc, termos até aqui sem grande significado para mim.
Jogo renhido, este.

Go Sharapova!!!!!

sexta-feira, junho 01, 2007

fado alexandrino


Amanhã chegaste à minha vida
e disseste bom dia e era noite lá fora
puseste-me na mesa o prato da comida
acenaste-me adeus e não te fostes embora
E como era manhã vestiste o meu pijama tomaste um comprimido para dormir acordada como era hora do almoço chamaste-me para a cama
como era hora da ceia bebeste-me ensonada
E quando temos frio aquecemos à lua
mãos que penduramos na corda de secar
quando mais roupa trazes, mais eu te sinto nua
e quando mais te calas mais te sinto cantar
Vitorino, ontem, na casa da música, sobre um poema de António Lobo Antunes.
Nunca pensei que fosse gostar tanto. E o brilhozinho nos olhos da minha mãe valeu ainda mais a pena.

terça-feira, maio 29, 2007

admiration

Leio na Tabu deste sábado uma entrevista com a Helena Sacadura Cabral e fico fascinada com ela, com nas histórias que conta, com a desenvoltura do discurso e do modo de viver que deixa transparecer.
Gostava de ter crescido numa família assim, de mulheres fortes, com ensinamentos para a vida, com histórias e História para contar.
Fico com vontade de ler coisas dela.

finland


São cisnes, amor!

um café e um conto

No sábado lá fomos até ao Café Progresso, tomar um café e ler o conto do mês, de uma querida amiga.

Ainda comecei a folhear, ver as figuras que me lembram os livros da Alice no país das maravilhas, mas decidi não, guardei-o para mais tarde, para então me perder com Lúthien e Lólindir, num mundo de sonhos e de livros. Acompanho a angústia de Lúthien, a sua escrita, em defesa dos sonhos, dos dela? ou dos nossos?

Dos nossos, por certo, que os dela vivem do outro lado do espelho.

Parabéns Angela.

@ cinema


Muito recomendável este Ruptura, com Anthony Hopkins e Ryan Gosling, numa história bem construída com personagens cheias, interessantes e cativantes, quer sejam o bom ou o mau da fita.

Como já li em qualquer sítio Hopkins andava há muito tempo a fazer de Hannibal, eu já estava com saudades de o ver numa personagem diferente, se bem que ainda assassino, por esta vez.

A propósito da personagem de Gosling diz o Paulo Portas na crónica do Sol desta semana que é, entre outras coisas, pesporrente (pesporrência é definida como prosápia balofa; arrogância). Eu não diria tanto, é ambicioso, bem falante (não fosse advogado), quem sabe até um pouco desleal, mas acima de tudo, perseverante.

O conjunto do filme mais que compensa um ou outro momento mais morto da acção.

sexta-feira, maio 25, 2007

plans for the holidays

Para além de compras para a casa, preciso de compras para mim. Ou melhor, preciso de perder o apegamento às saias e às camisas e de uma vez por todas esvaziar o armário de roupas que não uso há mais de um ano.

don't

Em dias de chuva lá fora apetece não sair de dentro de casa, como se a chuva me fosse levar para sítios que não quero.
Por vezes o mesmo acontece com as manhãs, mesmo que apenas ameace chover lá fora: a perspectiva do que se vai passar no dia leva ao desejo que seja sempre de noite.
Sim, sim, muito sono nesta manhã de sexta-feira.

quarta-feira, maio 23, 2007

wishing well






Ver um e rever o outro.

Encher a barriga de conversas de amor.

Um fim de semana destes, quem sabe.

@ (back to) the bookshelf


Não preciso de dizer muito sobre este livro porque por cá já fui falando sobre ele.

Há muito que um livro não me conquistava de forma tão emotiva, não me enrolava nos sentimentos das personagens.

Para mim este livro é isso mesmo, uma história que se conta através dos sentimentos, ou sentimentos que nos contam as histórias de pais, filhos, irmãos, crianças, adultos ou já idosos.

Uma amiga comentava-me que não imaginava as personagens como as fotografias que delas vêm no livro e eu não podia concordar mais com ela. Não eram aquelas as feições, não era aquele sorriso, aqueles olhos que viram os pianos, as alegrias e as tristezas.

Fiquei adepta da escrita fluída do autor, da sua construção de histórias. A descobrir outras obras, sem sombra de dúvida.

my home is missing*

Um bengaleiro e um criado-mudo.
Depois da aventura do bengaleiro encontrado na loja do Largo da Graça, que, sendo uma pechincha, agora sofre de problemas de equilíbrio, penso que chegou a altura de encontrar algo de mais confiança.
Quanto ao cabide para o quarto, tenho que pensar bem nas medidas, no espaço e assim...
Alguém tem sugestões para compras de fim de semana?

*para além de comida para abastecer o frigorífico quase vazio, os armários a meio gás e duas das três gavetas do congelador

segunda-feira, maio 21, 2007

@ opera

Deliciosa a Carmen que fomos ver ao Coliseu, mulher forte, com garra, conquistadora e conquistada, como as há poucas.

Para não esquecer, fica a história e a Habanera, na voz da diva.

L'amour est enfant de Bohême,
il n'a jamais, jamais connu de loi;
si tu ne m'aimes pas, je t'aime;
si je t'aime, prends garde à toi!
Si tu ne m'aimes pas, si tu ne m'aimes pas, je t'aime!
Mais si je t'aime, si je t'aime, prends garde à toi!

@ cinema


Devo confessar que gostei destes jogos de infidelidade, que me diverti com os desentendimentos entre as personagens (embora por vezes apalhaçados), que retirei dali algum sumo de vida.

Maravilhoso para um domingo à tarde (ou sábado à noite, no caso).

quarta-feira, maio 16, 2007

which superhero are you?




"You are a wanderer with amazing strength."
Ainda bem que eu respondi que era bonita!

(via spiderman)

weakness

Se há coisa que sei fazer bem é ser injusta, principalmente com aqueles que me são mais próximos, que me são mais queridos.
Eu sempre tento, mas por vezes tentar só não é suficiente.
E acabo a magoá-los, por puro egoísmo.
Será um pedido de desculpas suficiente?

say it again?

"Ask yourself whether you are happy and you cease to be so."
[John Stuart Mill]

Curioso que esta frase seja atribuída a um economista...

it's a sunny day

Dizem-me que está sol lá fora, que se está bem à beira-mar.
Espreito pela janela e dou-lhes razão.
Cá dentro, cumpro o último dia de castigo, e peço ao sol que me espere. Já só faltam mais 2 dias para o fim de semana.

to say

Na vida privada não sei o que digo, ou não digo daquilo que sei.
Na vida pública esforço-me por apenas dizer do que sei.
Na prática, precisava era de dizer mais.

terça-feira, maio 15, 2007

wonderful surprise

i take no for an answer

Faço ou não faço?
Fico ou vou?
Sim ou não?
Em caso de dúvida, o não parece-me sempre a decisão mais racional.

life as i know it

Leio algures uma entrevista em que uma actriz fala da sua vida. Aquela forma de falar cativa tanto ou mais que os acontecimentos contados.
O meu consolo é que nunca terei que contar a minha vida em entrevista.

wishing well

Dos dias que vêm e que passam ficam os desejos cumpridos e os ainda por cumprir, uns como recompensa, os outros como motivação, por vezes, ou, tantas outras vezes, como frustração.

segunda-feira, maio 14, 2007

pillow talk

Tanta coisa para dizer, tantas conversas imaginárias, tantos suspiros, tantas perguntas contidas e nada.

A vantagem de confidenciar com a almofada é que não são precisos sons, a ordem das palavras é tão mais natural.

one hour to go

Hoje o stress dá-me para comer.
Coisas boas, doces, proibidas e que, a cada ataque, vão desaparecendo do armário.
Sem que haja qualquer hipótese de um reabastecimento.
A cobiça está nos olhos, o que estes meus não vêm, não comem, quando muito, desejam.

domingo, maio 13, 2007

go boys

O erro foi ter ligado o rádio.
Depois de saber o resultado no fim da primeira parte do Paços de Ferreira-Porto, não há nervos que aguentem voltar a desligá-lo.

senior

O meu pai começa a falar seriamente em reforma, só ainda não sei se com isso quer dizer deixar de fazer o que sempre fez na vida.
Mais do que a minha, assusta-me a velhice deles.

@ cinema



Mesmo considerando que tem partes boas, o mau das cenas dramáticas descompensa e o filme é, um resumo, uma maçada.

loneliness


Há muito tempo que não me acontecia acordar com o coração aos saltos, em sobressalto e ficar deitada a olhar o tecto, os olhos fixos, com vontade que o acordar não tivesse acontecido, que ainda estivesse no suave alheamento do sono.
Mas não, despertei e comigo despertaram medos e angústias.
Sofro por antecipação, eu sei. Sofro mais com o futuro mal imaginado que com o presente que, esse, se o soubesse apreciar, só me dá razões para sorrir.

sábado, maio 12, 2007

modern days

Em vez da agenda ou do diário, dou por mim a procurar datas e acontecimentos passados nos arquivos do blog.

other women




I love you baby
but face it she's Madonna
No man on earth
could say that he don't want her

[Robbie Williams]

inside outside

Lá fora passa uma caravana de carros a buzinar, festejam dia de véu e grinalda.
Cá dentro aprecio o silêncio, espantosamente desperta depois de uma manhã com exame.
Lá fora imaginava como seria deixar seguir o carro até ao fundo da rua, onde o mar se encontra à distância de um atravessar de estrada.
Cá dentro franzo o sobrolho a lembrar que bater com o carro, apesar de inconsequente, não é a melhor forma de relaxamento.

quinta-feira, maio 10, 2007

roses are red

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
If you're cold, let my love make you warm.
Rose of my heart.

So hard times or easy times, what do I care,
There's nothing I'd change if I could.
The tears and the laughter are things that we share,
Your hand in mine makes all times good.

You are the rose of my heart,
You are the love of my life.
A flower not fading nor falling apart,
You're my harbor in life's restless storm.
Rose of my heart.
[Johnny Cash]

doorbell rings

Presa em casa, agarrada a uma mesa coberta de livros abertos, páginas manuscritas e slides impressos, surpreende-me o toque da campainha da entrada.
A inesperada visita pretendia evangelizar-me, falar-me ao espírito, conversar ou então deixar literatura para reflexão alternativa.
Recusei ambas, assustada com a coincidência de uma desconhecida me reconhecer pobre de espírito.

terça-feira, maio 08, 2007

wishing well

Uma fatia de bolo chocolate
Um gofre
Uma bola ou duas ou três de strawberry cheesecake
Um chocolate de amêndoas
Um leite creme acabadinho de queimar
Uma fatia de tarte tatin com gelado de baunilha

Bem baralhados, misturados e desembrulhados um a um em sorte em dias de desejo.
Um por mês seria uma bom objectivo.

domingo, maio 06, 2007

you and me

Há dias que não deviam acabar, abraços que não deviam terminar, beijos que não deviam parar.

lalalalala

And how can you mend a broken heart?
How can you stop the rain from falling down?
How can you stop the sun from shining?
What makes the world go round?
How can you mend a this broken man?
How can a loser ever win?
Please help me mend my broken heart and let me live again.

Quando entrei no carro, tocava esta música. Boas memórias de dias trauteando lalalalalala....

quinta-feira, maio 03, 2007

imaginary conversations

- Sabes, ontem aconteceu-me outra vez...
- Sério? Então que aconteceu desta vez?
- Não precisa de acontecer nada, basta uma palavra, uma emoção, uma imagem que eu crio na minha mente e pronto...
- Emocionas-te?
- Sim... Choro mesmo...
- Não percebo como isso é possível
- Sinceramente, nunca me tinha acontecido assim com tanta frequência. Sabes que sou uma lamechas, mas...
- Xiiii, então não sei... Mas, até com livros?
-Pois não sei o que tem aquela história, aqueles personagens que me comovem. Comovem-me as emoções, as descrições, os destinos de pais e filhos, os bem e os mal-amados, os nascimentos e as mortes. Até as crianças me comovem. Mas, sabes o que é mais engraçado?
- ...
- É que ainda não percebi muito bem quem é quem. Anda para a frente e para trás, muda de personagem e eu ainda não consegui perceber a família: quem é o pai ou o filho, as tias ou as irmãs, o tio ou o irmão, não consigo construir a árvore familiar na minha cabeça.

the sun the windows and the shades

Há mais de 2 meses desalojada do meu local habitual de trabalho, sabe bem ter como minha por estes dias uma sala com grandes janelas e luz natural.
Mal abri a porta hoje de manhã cumprimentou-me o sol, que inundava a sala, como que a querer convencer-me a não acender as luzes e a deixar-me estar só na sua companhia.
Ainda tentei, resisiti ao impulso inicial de baixar os estores, mas o reflexo da luz abundante no ecrán obrigou-me a uma solução de consenso, metade sol, metade sombra.
Os dias de sol não foram mesmo feitos para se estar a trabalhar!

quarta-feira, maio 02, 2007

blurry

Olho à minha volta e não vejo pessoas nem objectos. Como se a perturbação da visão que me tem atormentado me deixasse andar num mundo só meu, me deixasse a caminhar em cima de uma nuvem.

Olho à volta e não vejo as pessoas com quem falo e muito menos aquelas com quem gostaria de falar. Como se a minha nuvem me encerrasse numa solitária, transformando a nuvem numa bolha que me envolve e me carrega.

Olho à minha volta e não ouço o que me dizem, não quero escutar os outros nem mesmo a música que toca e a minha voz que fala dentro da minha bolha.

terça-feira, maio 01, 2007

tune in

Na televisão ouço falar da mudança de costumes e da evolução das gentes portuguesas nas últimas gerações. Dos nossos avós para os nossos pais e deles para nós.
A vida, as profissões, o acesso a bens de consumo e ao estudo e a profissões, a orientação das vidas, os divertimentos, o cinema, os bares e discotecas, o casamento e o sexo.
Muito interessante o trabalho de António Barreto.

for you

Não sei se (te) conte um segredo, se (te) diga o que sinto, se (te) confesse o que me vai na alma.
Não sei se (te) passe para palavras o que (te) diz o sorriso, o que (te) contam os beijos, o que (te) conversam os abraços.
Não sei se (te) diga o que as palavras não (te) dizem, o que o silêncio (te) fala, o que me faz sorrir.

@ cinema



Se sabia tinha visto apenas o trailer. O filme não acrescenta muito mais.

sentimentality

Sou muito apegada a coisas. Coisas que me lembram dias bom e dias maus, roupas e sapatos que me lembram ocasiões especiais, dias ou acontecimentos marcantes. Sempre que me vêm à memória acontecimentos passados não raro associo a roupa que vestia ou, pelo menos, a cor.

Não me surpreendem portanto as gavetas dos armários cheias, descobrir no meio da roupa de todos os dias uma camisola que já não usava há mais de ano ou dois.

Não me surpreende que me digas que não reconheces a roupa que visto hoje, apesar de me veres quase todos os dias há quase 3 anos.

segunda-feira, abril 30, 2007

rainy day

Nada me dá mais sono que ouvir pingos de chuva.
Aqui atrás de mim, no parapeito da janela, 3 ou 4 gotas pingam insistentemente a relembrar que lá fora o tempo está cinzento, a chuva cai e eu queria mesmo estar em casa.
Aqui dentro, o computador ligado, as pastas de arquivo e os papeis e os números e os ficheiros relembram-me que por estes dias não posso faltar.

domingo, abril 29, 2007

spiderman

Desta vez a mocinha apaixona-se pelo homem por trás do herói.
Mas o herói assume o seu papel e recusa.
Recusa os seus sentimentos por medo a ela, por medo que ela seja usada contra ele.
O amor disfarça-se de amizade.
Ela chora.
Ele afasta-se e chega a sorrir da sua opção.

soundtrack

Ao jantar misturei os sabores de uma massa à italiana à minha moda, com a voz francesa de Jeanne Moureau.
Com a Bomba de pano de fundo, no turbilhão da vida.

cry

Todos os dias em que pego nele, as poucas páginas que leio fazem-me chegar as lágrimas aos olhos.
Nunca li um livro que me comovesse assim, tanto.
E ainda vou a meio.

it takes one to understand one

Ao ver a reportagem na SIC sobre a obesidade infantil não pude deixar de me rever naqueles adolescentes que lutam com a comida, com os doces, com a necessidade de exercício, com a enorme quantidade de alimentos deliciosos e proibidos que os rodeiam e que todos os que estão à sua volta comem. Mesmo quando começam a seguir o regime e começam a perder peso, a mágoa fica, o sentimento de injustiça, o despeito de não poder ser como os outros.
Nunca. Nunca vai poder ser diferente. Será que lhes dizem isso também?

pucca




Fixação. Sem explicação.
Será que dá para ver na tv?

away on work

A estada mais a sul afastou-me das letras por demasiados dias.
As ideias, como o areal da Caparica, estão a cada ano que passa mais curtas, mais afogadas.
A Costa continua feia, a vida de hotel continua assustadoramente igual e a convivência pareceu-me ainda mais difícil.
A mim (nós) valeu-nos a necessidade de renovar o guarda-roupa para ocupar o feriado vazio de queridos e de interesses comuns.

quinta-feira, abril 19, 2007

storytelling

Queria ser capaz de contar-te uma história, de imaginar meninas e meninos, fadas até quem sabe, ou capuchinhos vermelhos.
Ou então de imaginar uma perseguição fantástica, carros a descer ruas, os bons atrás dos maus.
Ou quem sabe até desenhar-te um novo mundo, personagens indígenas, cabelos compridos, penas no cabelo, contas no pescoço.
Falar-te de amigos, de intrigas de adolescentes ou das suas paixões.
Contar-te de grandes amores, de paixões trágicas.
E se pudesse dizer-to, talvez, então, conseguisse escrevê-lo também.

eyes

Há dias em que me sinto feia.
Mas também há dias em que me sinto bonita.
Deve ser do sol, da Primavera, dos peixinhos.
Dos meus olhos ou dos olhos que me olham nos olhos.
Mesmo que estejam meios fechados, ensonados.
Ou que seja tarde da noite ou cedo da manhã.

quarta-feira, abril 18, 2007

shoes



Não sou muito de perder a cabeça por sapatos, e se por vezes me apaixono por uns, ou me arrependo, ou, se me dou tempo, decido por uns outros mais confortáveis.
Mas, uma vez não são vezes....

terça-feira, abril 17, 2007

:

No meio das frases e dos parágrafos aparecem os dois pontos como forma de enumeração, a fazer caber uma ideia dentro de outra e dentro de outra ainda, como se algumas ideias fossem grandes demais para se escreverem sozinhas.

"amo-te quase demasiado"
in Cemitério de Pianos, de José Luís Peixoto

segunda-feira, abril 16, 2007

baptism

Gosto destes encontros, 2 grandes grupos, a família do pai e a da mãe, que é a minha. A conversa, os sorrisos, rostos que já se não vêm há algum tempo, os miúdos cada dia mais crescidos, tomar consciência da idade que temos, por comparação com a dos pequenitos.

Inevitavelmente muitos perguntam quando será a próxima reunião.

grrrrr




Extravagância na ponta dos dedos, reaprender a escrever, a tocar, ajustar a sensibilidade das pontas dos dedos.

Por estes dias branco, talvez um dia me aventure em novas cores.

sexta-feira, abril 13, 2007

shhhhhhhh

Alguém avisa os vizinhos de cima que, para além de fazerem muito barulho, cantam mal que se fartam??!!!
Alguém falou em sexta-feira 13? Parece que corre bem mesmo no fim do dia...

@ cinema



A mim não me convenceu, apenas me surpreendeu o final que não esperava.
Provavelmente não sou obsessiva o suficiente. Ou então confirma-se que os números sempre foram uma má opção na minha vida.
2+6+1+2=11... muito longe de 23...

friday, the 13th

A festejar a data o pc lá da empresa brindou-me pela manhã com um lindo ecrã azul.
Passado o susto, parece que ainda está aí para as curvas (pequeninas...).

quote of the day

"I gotta work out. I keep saying it all the time. I keep saying I gotta start working out. It's been about two months since I've worked out. And I just don't have the time. Which uh..is odd. Because I have the time to go out to dinner. And uh..and watch tv. And get a bone density test. And uh.. try to figure out what my phone number spells in words."

Diz a Ellen DeGeneres e eu compreendo-a tão bem...

adiction



Vício adquirido por altura da Páscoa e se manterá até ao final do pacote. Para evitar males maiores recomenda-se distância mínima de 10 km.

quinta-feira, abril 12, 2007

children

Eu e as crianças não nos entendemos, não falamos a mesma linguagem.
Se lhes falo a sério, não me entendem, respondem por monossílabos, concordam ou discordam. Se lhes falo a brincar, canso-me ao fim de poucos segundos de gugu-dadá sem conseguir arrancar uma gargalhada e tenho como prémio um olhar desconfiado e mesmo reprovador da mais velhinha.
E eu desisto. Cada dia que passa mais depressa.

quarta-feira, abril 11, 2007

cramps

Prende-se-me o pé, o músculo duro, obriga-me a empinar os dedos, a alongar o gémeo e a esperar que passe.
Noutras noites o músculo que se prendia era na coxa, no interior da dela, e acordava-nos, primeiro a ele, depois a mim, que ensonada ia também ajudar a massajar e acalmar o choro, a caminhar a ver se passava.
Mas não passava, não passava logo, ficava o eco do choro na minha cabeça o resto da noite e do dia seguinte, e o cheiro do spray no quarto, no corredor, no meu nariz.
Não é possível esquecer.

Orange County, California

Gosto tanto, tanto do OC só porque apenas 10 minutos no final me fazem desejar andar para trás uma hora para ver o episódio todinho.
Comove-me, apaixona-me.

@ cinema



A animação que compõe toda a batalha é simplesmente fantástica, digna da banda desenha e não desilude as expectativas que o trailer aguça.
Violência da guerra (que, desta forma manipulada e quase fantástica, não me fecha os olhos), o (não) poder das mulheres, a coragem de poucos contra muitos, o gigante Xerxes, o corcunda marginalizado e o grande Leónidas e os seus 300.
Pela liberdade.

@ (back to) the bookshelf



É curioso o efeito que os livros conseguem ter sobre mim, e a forma como a minha disposição se adapta às histórias que contam. Depois de algum tempo pousado na mesa de cabeceira, aí com umas 100 páginas corridas, Kafka esteve à espera que eu tivesse disponibilidade para ele, para o absorver, para me embrenhar nas suas histórias e nas personagens e o devorar, página atrás de página, como se não houvesse amanhã.

Conversei com gatos, sentei-me nos restaurantes a comer udon ou sushi, voei como um corvo por cima da floresta na fronteira entre os mundos, ri-me como uma rapariguinha de 15 anos e escutei vezes sem parar a canção da beira-mar.

O mundo que Murakami cria é simplesmente fora do meu normal: descreve-me emoções e situações que não imagino nos meus dias, fala-me de pessoas que penso que não existem, conta sonhos e receios que, apesar de tão parecidos, me parecem longínquos, vindos de um outro mundo.

O que me fascina em Murakami é que conta um mundo que não é meu, me entretém sem aderência com a minha realidade e, dificultando-me a identificação, me conquista palavra após palavra, personagem atrás de personagem.

Kafka à beira-mar é a história de um rapaz que foge à maldição que o pai lhe lança, uma rapariga de 15 anos que estará até à morte perdidamente apaixonada pelo seu namorado, um velhinho simpático que percorre o Japão na companhia de um jovem camionista e que, não sendo muito esperto, encontra o caminho certo nos momentos certos, um corvo, gatos, Johnnie Walker e o Coronel Sanders.

segunda-feira, abril 09, 2007

posts em draft

@ cinema: 300

@ (back) to the bookshelf: Kafka à beira-mar, Haruki Murakami

quarta-feira, abril 04, 2007

easter holidays

Perco-me por entre os desejos de boa Páscoa, afinal que dia é hoje?
- Trabalhas 2ª feira?
- Porquê? É feriado?
- E amanhã?
Sabiam bem umas férias de Páscoa, como no tempo das aulas, não precisavam de ser 15 dias, uma semanita chegava.
De preferência ao sol numa praia de água tépida.

terça-feira, abril 03, 2007

music

Como que a antever as páginas que se seguiam no meu livro, o meu quarto estava gelado, frio da chuva e do sol que não tem querido aparecer.
Porque pensamos na vida? Ou, será que penso como devia? Se é certo que páro muitas vezes para pensar no que está mal, raramente penso no que está bem, no caminho que as coisas tomaram, no que fiz e no que deixei acontecer.
Como a personagem, que se apercebe de como tem sido a sua vida quando pára uns dias para viver sem horas nem destino, que toma consciência do seu passado, do que ganhou e do que perdeu, que acorda para a vida e toma consciência de pequenos pormenores que vai descobrindo: a música, o cinema de autor, conversar, ler ou mesmo dormir. Apercebe-se das suas fraquezas, mas também dos seus pontos fortes, das suas qualidades e dos dias em que a vida lhe sorriu.
Ao som de Beethoven.

segunda-feira, abril 02, 2007

personality

Comenta-se sobre a forma mais brusca como por vezes os outros reagem, chegando a ferir susceptibilidades por dizerem no calor do momento o que sentem.
O que alguns consideram ser defeito, a mim soa-me como falha própria, como ponto fraco que devo melhorar. Para ser um pouco mais assim.

domingo, abril 01, 2007

@ cinema



Crítica política inteligente, numa comédia com muita piada.
Dobbs for president!

love

Séries que viciam, filmes de cavalos, nós os dois e o sofá.
Poucas horas que sabem a muito.
Que deixam o teu o cheiro e o teu sabor aqui, em mim e em casa.

scones





Ao lanche, com um delicioso Spice imperial, com leite, apesar de não haver compota de morango.